Amamentação com a língua presa

Quando estava grávida da minha filha, sonhava com o momento da amamentação, como seria, se teria alguma dificuldade ou seria uma tarefa fácil, durante a gravidez pesquisei bastante sobre o assunto e possíveis problemas e soluções caso eu tivesse que enfrentar algum deles, porém quando minha filha nasceu já no hospital minha mãe conseguiu observar que ela tinha a língua presa, e com isso começaram os problemas, porque eu não tinha bico no seio e o meu leite demorou um pouco para descer, precisei da ajuda das enfermeiras para amamentar minha filha e ela chegou a tomar fórmula no copinho, o que para mim foi muito difícil, como mãe de primeira viagem não entendia muito o que estava acontecendo. Quando chegamos em casa achei que seria mais fácil, porém só aumentou a minha dificuldade para amamentar, neste momento eu já tinha uma produção média de leite que as vezes até vazava, procurava fazer bastante massagem durante o banho para aumentar a produção do leite e comer coisas que pudessem produzir mais leite, afinal queria muito continuar amamentando minha filha, chegou um momento em que meus seios começaram a endurecer e eu comecei a sentir muita dor, então tive a ideia de comprar a bombinha de leite para ajudar, mas em meio a tudo o que estava passando na amamentação, que as vezes era um sucesso porque minha filha conseguia sugar o leite e acertar a pega correta para não machucar os meus seios, comecei a intercalar o peito e a mamadeira, e assim durante alguns intervalos eu fazia massagem, tirava o leite para colocar na mamadeira (chuquinha) e assim diminuir a dor que sentia por conta do leite estar endurecendo. Houve momentos que pensei em desistir e dar apenas mamadeira, chorava muito, me culpava, e tentava me manter forte para continuar amamentado, com o tempo e por conta da mamadeira minha filha começou a não querer mais o peito, ficava nervosa quando ia sugar o leite e não conseguia ou não saia o leite, e assim com apenas 2 meses ela parou de mamar no peito.

Para uma mãe esse momento não é nada fácil, fiquei triste mas vi que tudo o que poderia ter feito eu fiz. E para você recém mãe, não se sinta sozinha, e não se culpe é muito difícil mas como mãe sabemos o que é melhor para nossos filhos. E o amor tudo cura.


Texto de Stefany Laert, mamãe da Giulia de 3 anos e 5 meses.

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